Ola pessoas,
a tempos tenho ensaiado postar sobre um assunto beeemmmm delicado, e acho que chegou o dia.
Tenho um cunhado, o Jê, (que a pituca adora por sinal). Que teve uma filha, a Luíza, que não vemos a mais de 3 anos.
Isto mesmo, 3 anos. Não temos notícias, nem fotos, nem nada. A mãe da pequena simplesmente SUMIU quando ela estava com 2 anos. Deu um endereço falso em Salvador (BA) para anexar no processo que estava pedindo a GUARDA COMPARTILHADA, leia novamente COMPARTILHADA, e como a nossa justiça é rápida, a juíza do caso nem nega, nem segue com alguma decisão. Meu cunhado nunca teve a intenção de tirar a Luíza da mãe, só queria ter o direito de participar da vida da pequena.
Não vou entrar em detalhes, mas para ter ideia de como a coisa foi, a Luiza teve meningite, e chegamos ao cumulo da mãe não deixar o coitado visitar a menina, não estamos falando de entrar a família inteira no quarto do hospital, estamos falando do Pai visitar a filha doente. Ela ficava tão feliz ao ver o pai......
O que me pergunto muitas vezes é se as duas que privaram a Luíza de ter um pai presente, amoroso, inteligente, tiveram pai. Se sabem o quanto é gostoso ter pai, se sentir protegida por ele.
Se imaginam que a Luíza nunca vai buscar informações sobre seu verdadeiro passado.
Hoje a Luíza tem 4 anos, e dia 26 de Agosto fará 5 aninhos. As vezes me pego imaginando o que respondem quando ela pergunta do pai. Afinal, via de regra as pessoas tem pai e mãe, mesmo que sejam separados, mesmo que se tenham "2 mães" ou "2 pais", sempre existe alguém do outro sexo que fez parte do processo e participa da vida da criança.
Temos uma comunidade do Orkut, que meu cunhado fez na época do sumiço.
E tem um site que fala um pouco sobre a "A morte inventada", que muitos pais e mães fazem com seus filhos.
De quem é a culpa pelos acontecimentos? Quem desencadeou a atitude insana da mãe da Luíza? Não sei e não serei eu quem julgará, porém o que sei, é o quanto faz falta ter alguém que te ame.
O quanto isso pode refletir na vida da pequena (que não tem nada a ver com a briga dos adultos) lá na frente.
O quanto ela tem a perder por não conhecer o pai, que é tão carinhoso, que é tão inteligente, que é tão pai.
O quanto a sociedade cobrará dela por não ter pai (sim, crianças são maldosas e adolescentes são piores ainda).
O quanto ela se sentirá abandonada cada vez que pensar no pai, ou na falta dele, ou se ele algum dia existiu.
O quanto os adultos fazem mal para as crianças por ciúmes/ raiva/ vingança....
A única coisa que peço muito a Deus, pela Luíza e por tantas e tantas crianças por esse mundão a fora, é que dê sabedoria aos pais.
Um dia, acredito, teremos informações da Luíza. Um dia ela saberá que também tem um pai, que tem vó e vô, que tem tio e tia, que tem uma prima, que durante muito tempo deixaram o quarto dela exatamente como era antes do sumiço, e que ainda tem muitas de suas roupas, brinquedos. E que vira e mexe fica olhando suas fotos, seus vídeos e pensando no dia em que nos reencontraremos.
2 comentários:
É tão triste esta histórias né...Mas um dia ela vai ver quem é realmente opai e a mãe, a vida mostrara a ela, é duro, para seu cunhado, oh vida complicada, bjos...
Debys!!
Oi Re to sim um pouco sumida, mas fico aqui no pc quebrando a cabeca com outras coisas que quero aprender...mas vou por em dia o meu blog breve, pq daqui a poko o maridao chega e vou ter q deixar ele de lado um pouquinho, bjos...Debys!!
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