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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

3/30 - A relação com o pai de seu filho.

Pelo post anterior, acho que dá pra perceber que sou meio dependente, né? E que não me imagino sem o Maridão.

Peço desculpas antecipadas, mas não tem como esse post não ficar melado.
Eu e maridão estamos juntos à 12 anos. Nos conhecemos na ETE e tudo foi bem rápido.
Logo depois que começamos, eu queria terminar de qualquer maneira. Muita gente falava que a gente não combinava, que não daria certo por eu ser católica e ele evangélico e enfim. Então, vi todos os defeitos dele antes de ver as qualidades. Entrei nessa olhando de perto todos os contras e depois os prós...

E, graças a Deus, ele não me deixou terminar. Pediu mais uma chance e cá estamos.
Nos damos muito bem, crescemos juntos.
Tudo que conquistamos foi junto. Tudo que sonhamos foi e continua sendo, juntos. Empregos, casamento, carro, casa, filha, viagens, conquistas. Aceitamos a individualidade do outro, afinal, cada um é uma pessoa (sei que soa idiota, mas vejo tantos casais que não percebem isso...).

Apesar de em público, parecer que somos frios, distantes, nos entendemos com o olhar, pensamos juntos. E nos completamos. O marido tem uma cara meio fechada, e a primeira impressão é de ser bravo. Mas depois que ele fica a vontade, te conhece, vira amigo, fará o que puder para te ajudar.

Eu sou a tagarela da família, acompanhada de perto pela Pituca. Mas os dois tem uma cumplicidade que me da inveja. Se estiverem sozinhos, você não ouvirá uma palavra em casa, algumas risadas, mas praticamente nenhuma palavra. Eles se falam pelo olhar, por mimica. Ele sempre acalmou a Sofia, desde a barriga. E tem esse efeito calmante em mim também, kkk.

Sei que deu certo até aqui porque sempre decidimos o que fazer, como, quando juntos. Mesmo tendo que provocar a conversa várias vezes. Nos entendemos, aprendemos, nos encantamos .Compartilhamos gostos, ficamos parecidos, eu diria.
Como o Padre e o Pastor de nosso casamento (sim, tivemos os 2 e casamos nas 2 igrejas), o amor cuja fonte é Deus nunca se esgota, mas o amor é, acima de tudo, uma escolha. (detalhe os 2 nunca tinham se visto, um falou isso na sexta e o outro no sábado, então acho que tem algum fundamento, né? rsrs).

E escolhemos nos amar, amar nossa pequena.  E com esse amor, vivemos felizes e realizados.

Estamos longe dos casais de propaganda de margarina, mas sou muito feliz com minha família e não consigo me imaginar em qualquer outro lugar que não seja ao lado deles.

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