Páginas

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Blogagem coletiva :As marcas do Amor.

Eu não sei se precisava ser convidada pra a blogagem, mas ADOREI a idéia e resolvi aderir... (eu ainda sou meio nova nesse negócio).

Eu comecei esse blog pensando em mostrar minhas "artes", porem o tempo passa muito rapido, as artes ficam para daqui a pouco (e não acabam nunca), e o tema central do blog virou minha princesa....

Mas a idéia é falar de nós depois da maternidade, certo? Então vamos tentar.

Eu e maridão resolvemos começar tentar engravidar cedo pois talvez não poderia ter filhos (outra hora conto toda a história), mas logo ficamos sabendo que aqui crescia alguém.
A partir desse momento, fui muito, muito mimada. Chegou dia 19 de fevereiro, hospital, Sofia nasceu.
Gente, não senti nada! nada do que o pessoal fala, que já sabia como era, que foi um amor, enfim. Não senti nada, mas pensei, deve ser a anestesia, logo devo sentir esse amor que todos falam.
Hospital, enfermeiras para ajudar (ainda não entendo por que não podemos trazer uma para casa, rsrsrsr).
Não sabia como segurar direito, a pequena não conseguia mamar direito, e eu achava que a culpa era minha, afinal, ainda não tinha sentido aquele amor todo....
Chegamos em casa, e a pequena fez um cocô que foi do meio das costas até quase o pescoço. Meu DEUS!!!!! O que fazer? como limpar o umbigo? Minha mãe muito solicita, pega a criança, deu um banho nela e pronto. E quem limpou o umbigo (esse e todos os dias até cair) foi o maridão.

A Sofia chorava, chorava, acordava todo mundo, meu leite empedrou (ficamos 2 dias fazendo massagem e colocando gelo), me sentia incapaz, frustrada (como uma nutricionista não conseguia amamentar?) e culpada por ninguém dormir. Afinal a única sem trabalhar era eu.......

Fiquei nesse tulmuto de emoções durante tempo suficiente para passar dias e dias de pijama, sem pentear o cabelo direito e sempre me achando incapaz. A pequena parava de chorar no colo da vovó, dormia com o papai, e  a mamãe aqui não conseguia faze-la nem mamar direito.....

Sinceramente, nem olhava meu corpo. Eu só pensava que, se nem mãe eu conseguia ser, imagina mulher... meu marido, com certeza nunca mais iria me olhar. Naquele momento eu me sentia uma pessoa feia, com um corpo hororroso, um humor medonho e incapaz. Esse sentimento era o que mais me descreve.
Para as meninas que ainda terão seus bebês, não se assustem, please. Só não façam como eu. Eu achava que qualquer pessoa, menos eu, cuidava da pequena. Mas hoje percebo que era o medo de não agradar a todos em volta: mãe, pai, marido, sogra, sogro, tia, vizinho, papagaio. Um conselho (se é que posso dar) Mandem todos a casa da mãe Joana e cuidem de seus pequenos como vocês acham que é o correto. Pior que nem chorar eu podia.... guardei todo o choro que tinha vontade, muitas vezes sem motivo, para mim, chorava escondido, depois de todos dormindo.

Sofia foi crescendo, meu corpo voltando ao normal, eu colocando roupas normais.
Fui descobrindo que  às vezes a gente precisa de tempo para perceber que sempre amou aquele coisinha pequena em nossos braços. Que é um amor tão grande que chega a doer as vezes.E que só não consegui perceber pois tinham um zilhão de outros sentimentos, todos ao mesmo tempo na minha pobre cabeça loira..... (brinco que alguns neurônios foram ajudar os da Sofia e nunca mais voltaram para o lugar de origem, rsrsrsr)

Depois de digerir tudo isso, posso dizer, com uma dor no coração, que só agora, na nossa casinha, que consigo ver o que é ser mãe de verdade. O que é não querer voltar trabalhar, o que é fazer tudo de casa, cuidar da pequena, ficar com raiva porque ela não dorme e depois com peso na consciência porque fiquei com raiva. Educa-la, dar bronca, deixar de castigo, dormir na cama junto, ficar abraçada assistindo filme, bagunçar a casa, brincar no parquinho, enfim....

Acho que hoje sou mais mãe. E me sinto imensamente frustrada por não ter aproveitado mais até aqui. E sempre acho que não estou aproveitando o bastante.
Acho que saí do tema né?!
Voltando a mim.

Conseguir namorar é algo que aprendemos novamente. Tem praticamente horário marcado, rsrsrrs. Mas isso temos tirado de letra.

No serviço? Antes das útlimas férias não tinha mudado muito não. Eu esquecia de tudo no serviço, me sentia produtiva, realizada. Mas agora... sinceramente? Sinto um aperto no coração quase todos os dias de manhã. Depois que estou lá, o tempo voa (gosto de trabalhar, já comentei aqui), mas não acompanhar a pequena, seus progressos, colocar limites,enfim.... Queria muito poder ficar com a pequena, mas não dá. Acredito que algum dia eu olhe para hoje e veja que não foi em vão. Mas acho que no fundo sinto é ciúmes da sogra, do sogro, do cunhado, que veêm e brincam muito mais com minha pequena do que eu. Que estão ensinando as coisas do jeito deles, enfim.

Pois é, nem sei se consegui seguir a proposta da blogagem, mas desabafei. Esse blog tem me ajudado muitissimo a desabafar, rsrsrsr.

Hoje sou uma Regiane muito, muito, muito mais feliz, que ama de uma forma inexplicavel uma criatura de quase 90 centimentos, muito orgulhosa da minha pequena, mais mulher (por mais incrivel que pareça, o pouco que me arrumo é mais do que antes do barrigão,kkk) e diferente. Mas não sei exatamente como, pois não consigo lembrar algumas coisas antes de Sofia. É engraçado, é como se ela sempre estivesse aqui, é como se a vida antes dela não tivesse muita importância.
A maternidade me deixou mais mulher, mais humana, mais sociavel, mais, muito mais feliz!!!!!!


Beijocas

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...